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Arquivística, a alma gêmea do Design

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Muitas vezes, o Design de Produto é reduzido à camada visual, mas a beleza de uma interface é apenas a pele de um corpo sustentado pela Arquitetura de Informação. Projetar um fluxo de checkout ou um dashboard financeiro não é sobre organizar botões, é sobre organizar significados, informação relevante para quem lê.

A Confluência: A Arquivística, ciência que estuda a gestão, preservação e organização de documentos, é a "alma gêmea" do UX Design. Ambas compartilham um objetivo central: garantir que a informação correta seja encontrada no momento apropriado dentro da jornada de busca do usuário. Tive a oportunidade de estagiar em um Arquivo Público, então conheci de perto esta ciência.

Existem três pilares onde essa confluência se manifesta:

Taxonomia e Classificação: Assim como um arquivista classifica documentos por tipologia e temporalidade, o designer utiliza taxonomias para categorizar produtos e funcionalidades. Traduz manuais, documentações, diretrizes regulatórias ou funcionalidades complexas em menus intuitivos é, essencialmente, um trabalho de classificação arquivística.

Indo um pouco mais longe dentro dessa analogia: Na arquivística, um documento sem contexto perde seu valor, por isso normalmente encontramos eles indexados em fundos, coleções, agrupamentos... No design de interfaces, ao criar um Design System, estamos criando uma "custódia" de componentes que, assim como um fundo documental, precisam estar devidamente indexados para serem reutilizados.

A jornada de um usuário é equivalente a de um consulente de Arquivo. Projetar pensando em arquitetura da informação e fazendo esse paralelo com a Arquivística é garantir que, mesmo em sistemas complexos com milhões de transações, o usuário sinta que tem o controle, pois a hierarquia da informação reflete o seu modelo de uso.